Uma visão do mundo, e de tudo que lhe contém, através dos olhos azuis de um pensador anônimo.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Música: Da Arte ao Produto.
Falar de como a música nos dias de hoje é ruim comparada à antigamente não é nada novo. Mas e falar sobre a transição dela de forma de arte até virar um produto como outro qualquer?
Sejamos sinceros, a música de hoje é totalmente feita para agradar as massas. Podem me xingar o quanto quiserem, não vai mudar que isso é um fato.
Obviamente poderíamos voltar até a época de Bach, Bethooven e etc, mas não precisamos ir nem tão longe.
Vamos voltar à minha época favorita da música, os anos 70 e 80.
Nessa época as bandas eram o conjunto de amigos que reuniam e tocavam na garagem de um deles, escreviam músicas, riffs, ensaiavam e davam duro para conseguir alcançar o sucesso.
Temos vários exemplos de bandas que começaram assim... Def Leppard, Iron Maiden, Kiss e muitas outras.
Analisando as letras dessas bandas antigas nós podemos perceber que elas realmente tinham qualidade, eram bem escritas, tinham mensagens importantes e tocantes. Coisas que nos faziam pensar.
Ainda estou pra encontrar bandas que façam letras melhores do que A-ha, Megadeth e Iron Maiden. As letras dessas bandas são insuperáveis.
Mas voltando à musica como arte. Naquela época a música era o importante, viver do grito dos fãs. A música tinha alma, ela tinha Feeling.
E hoje em dia, o que temos?
Justin Bieber? Jonas Brothers? Miley Cyrus?
Essas "bandas" tem técnica? Feeling? Soul?
Mas é claro que não!
Por quê não?
Porque o "negócio" da música é muito lucrativo, ainda mais para a juventude bitolada que a mídia vem tentando criar. E essa juventude está cada vez mais perto.
Hoje em dia as letras são pobres, a musicalidade morreu.
Essa é a grande verdade, a música está morrendo. A música não é mais uma arte, é um produto.
Um produto artificial e altamente comercial, feito em moldes. Nada mais é criativo, inovador. Tudo agora segue moldes para se adequar à massa.
Lembro da época que a música adequava as pessoas. Elas ouviam e sentiam emoções reais, elas choravam, gritavam e curtiam um som de verdade. Um som vindo da alma dos instrumentistas das bandas.
Onde estão os Eric Claptons da nossa geração?
Não importa qual estilo musical seguimos, o importante é nunca deixar a Alma da música morrer.
Mas me sinto tranquilo de certa forma. Porque não importa quanto tempo passe, quantas bandas acabem.
A Arte deles estará registrada para toda a eternidade.
E daqui à muitos anos, quando toda a música tiver se tornado artificial, eletrônica, sem alma... Estarei sentado no meu canto, idoso, ouvindo os gritos de Miljenko Matijevic, os solos de Eric Clapton, as letras de Dave Mustaine.
Só depende de nós para que a música não morra. Enquanto ouvirmos, sua alma estará para sempre viva.
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